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    Após esperar 3 anos por estreia de 'O Gorila', Belmonte pede proteção de mercado

    DE SÃO PAULO

    26/06/2015 21h08

    Diretor e atriz de "O Gorila", José Eduardo Belmonte e Alessandra Negrini falaram ao "TV Folha" sobre a longa espera para finalmente ver seu filme estrear no circuito.

    "Vi o filme em 2012 e nunca mais. Vou ver agora, com o público, que é uma emoção bem diferente", empolga-se Alessandra Negrini.

    Filmado em 2011, "O Gorila" foi exibido em 2012 no Festival do Rio, e rendeu inclusive o prêmio de interpretação feminina para Alessandra. No entanto, nem a boa recepção no evento foi suficiente para lançar o filme nos cinemas comercialmente.

    "Essa questão da distribuição é sensível, ainda mais no mercado de filmes independentes. Acontece, é uma conjuntura", resignou-se Belmonte, que teve outros filmes "maiores" lançados depois, como "Billi Pig" e "Alemão", principal sucesso de público do diretor, com quase 1 milhão de espectadores.

    "O Gorila" conta a história de um ex-dublador meio sem rumo, preso a um papel de destaque, usa sua voz de veludo e promessas pouco veladas —como arrancar calcinhas com os dentes— para seduzir desconhecidas usando o codinome Gorila.

    Para chegar aos cinemas, o filme precisou da parceria da produtora RT Features com o Espaço Itaú de Cinemas. Assim, o longa chegou nesta semana aos cinemas, na verdade, uma sala em São Paulo e outra no Rio.

    Divulgação
    Otavio Muller e Alessandra Negrini em cena de "O Gorila"
    Otavio Muller e Alessandra Negrini em cena de "O Gorila"

    Até por isso, Belmonte e Alessandra acreditam que o Estado deveria proteger o mercado nacional. "Toda indústria tem que ter defesa de mercado, a indústria do calçado, da soja. E a produção do audiovisual é incrível, e é uma coisa cotidiana em nossa vida. Acho que tem que ser protegido, sim", afirma o diretor.

    "Acho isso importantíssimo. Isso tem que ser debatido entre nós e os governantes porque é essencial. A França só faz cultura porque tem proteção do Estado", concorda a atriz. "Estado, cultura e identidade nacional são três coisas indispensáveis", conclui Alessandra.

    Na entrevista, Belmonte ainda falou sobre novos projetos no cinema e na TV ("O Hipnotizador", série da HBO, estreia no segundo semestre). Confira a íntegra do bate-papo abaixo.

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