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    crítica

    Veterana abrilhanta novo filme da franquia de terror 'Sobrenatural'

    THALES DE MENEZES
    DE SÃO PAULO

    21/01/2018 02h00

    Divulgação
    As atrizes Lin Shaye e Tessa Ferrer em cena de "Sobrenatural - A Última Chave"
    As atrizes Lin Shaye e Tessa Ferrer em cena de "Sobrenatural - A Última Chave"

    SOBRENATURAL: A ÚLTIMA CHAVE (bom)
    (INSIDIOUS: THE LAST KEY)
    DIREÇÃO Leigh Whannell
    ELENCO Lyn Shaye, Leigh Whannell, Angus Simpson
    PRODUÇÃO EUA, 2018, 14 anos
    Veja salas e horários de exibição

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    Chega aos cinemas "Sobrenatural: A Última Chave", quarto exemplar da franquia de terror iniciada em 2010. Os filmes têm a assinatura do produtor (e diretor dos dois primeiros) James Wan, 40, um Midas do terror moderno.

    Australiano nascido na Malásia, Wan criou as lucrativas franquias "Jogos Mortais" e "Invocação do Mal", dirigiu o sétimo e melhor episódio de "Velozes e Furiosos" e agora ganhou orçamento de mais de US$ 100 milhões para gastar em "Aquaman".

    O quarto filme de "Sobrenatural" preserva a abordagem sobre casas amaldiçoadas que ameaçam famílias que tentam morar nelas. Um subgênero manjado no cinema de dar sustos.

    A ligação entre os longas está na personagem Elisa Rainier, interpretada pela veterana Lyn Shaye, 74, americana de quase 200 participações em carreira de coadjuvante.

    Elisa é uma senhora que se comunica com os mortos desde criança. Após relutar, resolveu ajudar montando um time de investigadores de aparições com os ajudantes Tucker e Specs. Seguindo um clichê, os dois são adoráveis, corajosos e meio apalermados.

    "A Última Chave" tem roteiro e direção de Leigh Whannell, protegido de Wan que faz desde o início da franquia o papel de Specs. E ele demonstra uma direção segura, caprichada até, neste gênero no qual ganha pontos quem assustar a plateia e não desrespeitar demais a inteligência do espectador.

    Veja o trailer de 'Sobrenatural: A ùltima Chave'

    Veja o trailer de 'Sobrenatural: A Última Chave'

    O filme se dá bem porque Whannell construiu uma boa história, que faz ligação com a infância de Elisa. Ela precisa retornar à casa onde viveu com a mãe suicida, o pai brutal, o irmão apavorado e alguns espíritos bem malvados.

    Ao ajudar o atual morador, assustado por novas aparições, Elisa vai, literalmente, tirar fantasmas do armário.

    Ela se envolve até perceber que sua missão não é mais ajudar o novo dono da casa, mas lutar por sua vida e impedir que entidades pavorosas façam mal às sobrinhas, agora adolescentes, que ainda vivem na mesma cidade.

    A conclusão do filme (mas não necessariamente o final da série) vai agradar aos fãs do gênero. O terror na tela começa bem em 2018.

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