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    Thursday, 23-Sep-2021 23:38:33 -03

    Merquior, o conformista combativo

    MARCO RODRIGO ALMEIDA
    ilustração ZÉ OTÁVIO

    23/08/2015 02h07

    RESUMO José Guilherme Merquior (1941-91) destacou-se pela erudição, curiosidade intelectual e capacidade de trabalho. A obra do ensaísta e diplomata, que vai da literatura à política, passando pela arte e pela filosofia, está sendo reeditada. Liberal e crítico do marxismo, ele tornou-se exemplo de conservador civilizado.

    Zé Otávio

    Uma certeza e uma dúvida pairam sobre José Guilherme Merquior. Não há, mesmo entre seus desafetos, que não eram poucos, quem não reconheça sua inteligência superior e imensa cultura. Por outro lado, até para seus admiradores, também numerosos, por vezes é difícil avaliar o legado de sua produção intelectual.

    Diplomata, ensaísta, crítico literário, Merquior morreu aos 49 anos em 1991. Deixou uma obra espantosa, tanto pelo volume (19 livros) quanto pela variedade de temas (literatura, filosofia, política, economia, sociologia, história).

    Defensor do liberalismo, crítico feroz do pensamento de esquerda, Merquior foi uma figura de destaque no debate cultural brasileiro entre os anos 1960 e 1980. À erudição somava-se o gosto irrefreável pela polêmica. Talvez sejam essas duas marcas que ainda hoje embaralhem a avaliação de sua carreira.

    O pensamento de Merquior voltou à tona há três anos, quando a editora É Realizações iniciou o projeto de reedição de seus livros, acrescidos de cartas, documentos e análises inéditas sobre sua obra.

    O próximo a sair, "Formalismo & Tradição Moderna" (1974), previsto para setembro, dá uma boa medida da ambição que norteou sua carreira. Em 13 longos ensaios, ele comenta o modernismo brasileiro, as artes plásticas, a cultura kitsch, a pintura renascentista, um poema de Camões, a tradição da poesia lírica e muito mais.

    João Cezar de Castro Rocha, professor de literatura comparada da Uerj e coordenador das reedições, convida a encarar com olhos livres os textos do ensaísta, para além das dicotomias que o marcaram em vida. "A produção da cultura ocidental foi marcada por uma distinção rígida entre direita e esquerda. Nós precisamos ler o Merquior hoje reconhecendo um fato elementar: a queda do Muro de Berlim. Se o fizermos, vamos descobrir coisas interessantíssimas. Ele foi um dos maiores intelectuais do século 20."

    FORA DO COMUM

    Merquior nasceu em abril de 1941, no bairro carioca da Tijuca, em uma família de classe média sem vocação intelectual. Mais velho de quatro irmãos, impressionou desde cedo pela inteligência fora do comum.

    Arquivo José Guilherme Merquior/É Realizações Editora
    José Guilherme Merquior durante visita a Paris, em 1976
    José Guilherme Merquior durante visita a Paris, em 1976

    Quando se pergunta aos irmãos como era ele, a resposta invariável é: alguém que nasceu para ler, sempre enfronhado em livros.

    "Ele carregou um livro até na primeira vez em que fomos ao Maracanã, ainda garotos, ver um jogo do Fluminense. Leu durante o jogo inteiro. Só interrompeu quando saiu um gol. Então ele olhou para o campo e perguntou de que time era o homem de camisa preta. Era o juiz", se recorda, aos risos, Carlos Augusto, um dos irmãos.

    Da primeira viagem a Paris, aos 15 anos, voltou com a mala cheia de livros e o busto pesado de Voltaire, um de seus ídolos.

    Merquior não praticava esportes, saía pouco de casa, nunca teve muita habilidade para atividades práticas. Nem só a literatura, contudo, ocupava a cabeça do garoto prodígio. Aos 16 anos se apaixonou por uma colega de escola um ano mais velha, Hilda. Depois disso nunca mais se separaram – casaram-se em 1963 e tiveram dois filhos, Pedro e Julia.

    Hilda, hoje aos 75 anos, sofre de uma doença degenerativa e perdeu a memória. Pedro morreu aos 33, de acidente de moto, em 2004. Julia, 49, é dona de uma loja de produtos sustentáveis no Rio.

    CÁUSTICO

    Aos 18, Merquior começou a publicar críticas na imprensa. O tom cáustico marcou a coluna "Poesia para Amanhã", no prestigiado "Suplemento Dominical" do "Jornal do Brasil".

    Sobre o poeta amazonense Thiago de Mello e o seu "Vento Geral" escreveu em junho de 1960: "T.M é mau poeta: e só. Mas tem pelo menos uma vantagem: entre os maus, é o pior. 'Vento Geral' representa o apogeu da retórica, a mais preciosa reunião de vácuo verbal que surgiu de 1945 para cá".

    Em 1961, durante um festival de cinema russo e soviético, o filósofo marxista Leandro Konder (1936-2014) aproximou-se de "um jovem de rosto rechonchudo, que falava pelos cotovelos", conforme declarou ao jornal "O Globo" em 1991.

    Na conversa, Konder citou um texto de Merquior. Ao que ouviu: "Mas Merquior sou eu". Gargalharam e ficaram amigos, apesar das diferenças ideológicas.

    Caiu também nas graças de Carlos Drummond de Andrade e Manuel Bandeira. O primeiro ofereceu-lhe, em 1963, um poema como presente de casamento. O segundo, um ano antes, sem conhecê-lo pessoalmente, convidou-o a ajudá-lo na antologia "Poesia do Brasil".

    RAZÃO

    Em 1965, Merquior lançou seu primeiro livro, "Razão do Poema". O título já denotava um elemento que seria central em todos os seus livros posteriores –a crença no racionalismo.

    A antologia com ensaios sobre Gonçalves Dias, Drummond, Murilo Mendes, João Cabral e outros foi saudada como um acontecimento.

    Arquivo José Guilherme Merquior/É Realizações Editora
    Merquior (à direita) com Carlos Drummond de Andrade
    Merquior (à direita) com Carlos Drummond de Andrade

    "Os textos são formidáveis. Apenas Antonio Candido entende e sente a poesia como ele", diz o poeta Armando Freitas Filho. O próprio Candido, em conferência em homenagem ao autor, em 1991, afirmou que Merquior "foi sem dúvida um dos maiores críticos que o Brasil teve, e isto já se prenunciava nos primeiros escritos".

    Há certo consenso de que o melhor de sua produção foi a crítica literária, especialmente a de poesia. É a partir de meados dos anos 1970 que política e economia ganham mais terreno em seus livros – em parte reflexo de seu trabalho no Ministério das Relações Exteriores.

    Formado em direito e filosofia, prestou concurso para o Itamaraty em 1962. E, sim, foi o primeiro colocado. "Naquele ano houve dois concursos para nossa turma. Ele foi o primeiro colocado em um, eu em outro. Isso criou certa solidariedade entre nós", conta o embaixador Luiz Felipe Lampreia, ministro das Relações Exteriores no governo Fernando Henrique Cardoso.

    "Merquior priorizou a parte intelectual à atuação rotineira de um diplomata. Não tinha vocação para ser negociador comercial, como eu fui. Notabilizou-se pelo brilho intelectual, como João Cabral, Guimarães Rosa e Vinicius de Moraes."

    O embaixador Marcos Azambuja, formado em 1957 no Itamaraty, conta que Merquior chegou ao Instituto Rio Branco com grande reputação. "Sempre que tínhamos alguma dúvida sobre qualquer assunto, íamos falar com ele. Era uma pessoa realmente extraordinária, agradabilíssima."

    Azambuja faz uma descrição curiosa da ambivalência do colega. "Ele tinha uma cara redonda, risonha, ao mesmo tempo angelical e demoníaca. Tinha uma impaciência tremenda com as pessoas que pensavam o lugar-comum."

    Após o golpe militar de 1964, Merquior foi chamado a prestar depoimento, sob suspeita de ligações com grupos de esquerda. Provavelmente caiu no radar dos militares por ter realizado conferências no Instituto Superior de Estudos Brasileiros (Iseb), extinto pelo governo logo após o golpe.

    No seu acervo, hoje em posse da É, há uma cópia do processo administrativo aberto contra o jovem diplomata e da resposta dele –que foi absolvido. A editora planeja publicar os documentos.

    O processo é datado de 11 de setembro de 1964. Traz nove perguntas sobre formação universitária, filiação partidária e opinião sobre o novo governo, entre outros temas. A oitava indagava acerca dos conflitos ideológicos no mundo moderno. Aos 23, ele defendia pontos-chave de seu pensamento.

    "Uma das características do mundo moderno é o pluralismo", escreveu. "[...] É evidente que a solução dos conflitos ideológicos mais gritantes do nosso tempo deverá ser buscada através da prática de uma atitude em que prevaleça o espírito de franco debate e o ânimo de solidariedade internacional."

    O caso leva a uma questão irônica: um dos futuros expoentes do liberalismo no Brasil, que iria declarar diversas vezes a morte do marxismo, teria sido de esquerda aos 20 e poucos anos?

    Os amigos do Itamaraty acham que não. "Não era de esquerda nem de direita, mas de centro", acredita Lampreia. Mas talvez se possa dizer que o jovem Merquior nutria certa simpatia pela esquerda, alimentada sobretudo pela vasta curiosidade intelectual.

    "Merquior nunca chegou a ser marxista, mas na época estava interessado na teoria estética do marxismo, sobretudo em Lukács. Mas ainda antes do golpe de 1964 ele reviu sua posição e me escreveu uma carta, na qual se manifestava insatisfeito até com a teoria estética", escreveu Konder em 1991.

    Lukács é uma das referências do segundo livro de Merquior, "Arte e Sociedade em Marcuse, Adorno e Benjamin" (1969).

    O alemão Gunter Karl Pressler, professor de teoria literária na Universidade Federal do Pará, aponta um feito histórico do livro –teria sido o primeiro do mundo a analisar sistematicamente a Escola de Frankfurt: "Este estudo foi publicado antes da referência sempre citada sobre a Escola de Frankfurt: 'A Imaginação Dialética', de 1973, do americano Martin Jay", diz.

    PARIS

    Em 1966, Merquior partiu para seu primeiro posto internacional, como terceiro-secretário na embaixada em Paris. Em 72, concluiu doutorado na Sorbonne sobre a poesia de Drummond. Depois de passagem por Bonn, na Alemanha, foi levado pelo embaixador Roberto Campos para ser primeiro-secretário em Londres, em 1975.

    Os quatro anos na Inglaterra e o convívio com Campos e com intelectuais como Ernst Gellner e Raymond Aron marcaram o início de sua conversão ao liberalismo. Na London School of Economics, obteve seu segundo doutorado.

    "Ninguém no Brasil sintetizou melhor a essência do 'argumento liberal' nem mostrou mais claramente o antagonismo que existe entre os ideais liberais e as modas intelectuais 'pós-modernas'", avalia hoje o filósofo Olavo de Carvalho.

    Especialmente a partir dos anos 1980, Merquior, como observou Campos, passou da "convicção liberal" à "pregação liberal". São dessa fase o citado "O Argumento Liberal" (1983), "Michel Foucault, ou o Niilismo de Cátedra" (1985) e "O Marxismo Ocidental" (1987).

    Tomando o partido da modernidade e do racionalismo, iniciou então uma cruzada contra o marxismo, a psicanálise e a arte de vanguarda. Via nos três alvos exemplos de dogmatismo, de pessimismo, de rejeição ao racionalismo iluminista, de condenação da civilização moderna e da ciência.

    Mas "seria possível atacar o marxismo, a psicanálise e a arte de vanguarda sem ser reacionário em política, ciências humanas e estética?", indagou-se Merquior no prefácio de "As Ideias e as Formas" (1981). Essa questão resume as principais críticas a sua obra.

    "Embora fosse seu amigo e admirador de sua erudição, não posso negar que fosse política e intelectualmente um conservador", afirma Luiz Costa Lima, crítico e professor emérito da PUC-RJ. "Há observações pontuais muito boas na obra dele, mas dentro desses limites", completa. "Os contrapontos que fez às vanguardas artísticas são extremamente superficiais. O elogio do progresso iluminista se tornou equivocado no final do século 19. Por um equívoco de visão, ele não percebeu nada disso."

    Alcir Pécora, professor de teoria literária da Unicamp, acredita que Merquior tendia "a uma visão conformista". "Há algo de profundamente 'diplomático' na sua maneira de pensar: uma esperança de resolução das contradições da cultura e da sociedade depositada na mesa das racionalizações normativas institucionais."

    Outra crítica costumeira é a de que o autor jamais produziu ideia original. Seria, nessa visão, essencialmente um catalogador de conhecimento, não um pensador.

    Castro Rocha discorda. "Ele pegou as ideias mais importantes da cultura ocidental e realizou uma síntese de uma clareza que ninguém mais poderia fazer. Para fazer isso é preciso ter ideias."

    BRIGÃO

    Nos anos 1980, Merquior participou de polêmicas hoje lendárias no meio intelectual brasileiro. José Mário Pereira, editor da Topbooks e um dos mais próximos amigos do escritor na última década de vida dele, acompanhou todas de perto. "Ele adorava uma polêmica. Parecia um menino brigão, se exacerbava. Às vezes passava um fim de semana inteiro respondendo a alguma crítica."

    Pereira recorda, por exemplo, uma disputa com Ricardo Musse, então doutorando em filosofia, hoje professor do departamento de sociologia da USP. Em texto publicado na Folha em novembro de 1990, Musse escreveu: "No figurino redutor de Merquior, toda e qualquer crítica à modernidade nada mais é do que um ressaibo de irracionalismo romântico".

    Duas semanas depois, veio a resposta, também publicada na Folha. "Não sei se aos doutorandos em 'filô' da USP se exige saber ler antes de pretender julgar. Em caso positivo, temo pelo doutoramento de Musse", escreveu.

    No meio do texto soltou uma de suas tiradas: "O chocolate, quando bom e bem-feito, pode ser muito agradável ao paladar. Mas sua consistência será sempre algo precária. Não assim a de Musse".

    Merquior também atacou (e foi atacado) por psicanalistas, teve entreveros com Paulo Francis, chamou Caetano Veloso de "um pseudointelectual de miolo mole".

    O cantor retrucou na época: "Prefiro o Belchior". Caetano ainda se lembra bem do episódio. "O fato é que 'intelectual de miolo mole' é uma expressão genial para descrever a geração de cançonetistas dos anos 60. Pelo menos é certa em relação a mim", diz hoje. Ele leu há pouco e achou excelente o livro de Merquior sobre Foucault.

    A mais famosa controvérsia de Merquior, porém, foi com Marilena de Souza Chaui, professora do departamento de filosofia da USP.

    Em texto publicado em maio de 1981 no "Jornal do Brasil", ele notou a presença literal –dispensada de aspas– de parágrafos do filósofo francês Claude Lefort no livro "Cultura e Democracia", de Chaui.

    Dois meses depois, a professora publicou sua resposta no "JB". "Merquior sugere que houve apropriação indébita. Equivocou-se."

    "Esclareço ainda que devo a Claude Lefort muito mais do que o leitor sequer poderia imaginar e que muitas das suas ideias e minhas nasceram juntas, o que me deixa sempre muito à vontade para transitar entre elas."

    O caso ganhou fumaças de guerra entre esquerda e direita e repercutiu por meses. Dois anos depois, Lefort veio ao Brasil e disse ter sido reconhecido por várias pessoas nas ruas.

    Na mesma época, Merquior foi eleito para a Academia Brasileira de Letras e nomeado assessor do então ministro da Casa Civil, Leitão de Abreu, durante o governo de João Figueiredo –oferecendo munição pesada a seus desafetos, que passaram a tachá-lo de reacionário e "intelectual da ditadura".

    "Foi uma injustiça que fizeram com ele", considera Armando Freitas Filho. "Nunca foi reacionário. Era um liberal no sentido inglês."

    Rubens Ricupero, diplomata e ex-ministro da Fazenda (governo Itamar Franco), considera um absurdo dizer que Merquior fosse um homem de direita. "Nada tinha do liberal favorável à redução ou limitação do papel do Estado na luta contra a desigualdade e a miséria."

    Em entrevista à Folha em 1986, Merquior definiu-se como liberal em economia, social-democrata em política e anarquista em cultura.

    "Nenhum liberal que eu conheça disse que o mercado resolve todos os problemas sociais. Daí a necessidade de um Estado protetor. Também não resolve todos os problemas econômicos, daí a necessidade, menor, mas também importante, de um Estado promotor", declarou ao "JB" em 1990.

    João Cezar de Castro Rocha define assim o credo liberal de Merquior: democracia como valor universal; racionalismo como estrutura de pensamento; pluralismo como método intelectual; economia de mercado, porém com a presença do Estado como força de equilíbrio das desigualdades.

    Castro Rocha vê três fases na carreira de Merquior. Na primeira, nos anos 1960, as preocupações eram puramente estéticas. Na segunda, a partir dos 1970, a análise é menos detalhada e mais panorâmica. O liberalismo torna-se o eixo de reflexão. A arte deixa de ser vista em seus próprios termos e passa a simbolizar a crise da cultura.

    A terceira fase, a partir dos anos 1980, não chegou a se concluir, mas Castro Rocha levanta a hipótese de que Merquior já não se contentava em ser apenas um pensador e considerava a ideia de colocar em prática um projeto de país.

    Já definiram Merquior como um intelectual em busca de um príncipe, alguém de quem pudesse ser o mentor. Por um momento Fernando Collor de Mello ocupou esse papel. Roberto Campos conta em suas memórias que, antes e depois de eleito presidente da República, Collor procurou Merquior em Paris, onde ele era embaixador do Brasil na Unesco. Queria "colher ideias sobre a modernidade" e pediu-lhe um programa partidário.

    O diplomata elaborou um documento de 33 páginas, espécie de "agenda social-liberal" para o Brasil. Também escreveu grande parte do discurso de posse.

    "Ele ficou muito impressionado com o Collor. Achava que ele tinha vontade, visão, empenho em construir um novo Brasil. Certamente ele lamentaria tudo o que ocorreu depois", afirma José Mário Pereira.

    "Ele fez uma avaliação errada daquele momento", diz Marcos Azambuja. "Acreditava que o Brasil tinha maturidade para encontrar o caminho racional. Ele achava que o Collor era o que parecia ser, o jovem político idealista, e não viu o que era na realidade, o velho político de Alagoas."

    Merquior escreveu a plataforma partidária já tomado pelo câncer de intestino que o mataria.

    Em dezembro de 1990, fez sua última palestra, em Paris. Mesmo bastante debilitado fisicamente, falou por quase uma hora, em francês, sem texto escrito, sobre os últimos cem anos da história do Brasil.

    O último projeto foi "O Liberalismo - Antigo e Moderno", que concluiu pouco antes de morrer. O livro póstumo foi o fecho perfeito de uma trajetória que impressiona e instiga –e permanece longe de ser um consenso.

    Títulos relançados pela É Realizações

    "Razão do Poema" (1965)
    R$ 63; 336 págs.

    "Formalismo & Tradição Moderna" (1974)
    R$ 64,90; 512 págs.

    "A Estética de Lévi-Strauss" (1975)
    R$ 39; 168 págs.

    "Verso Universo em Drummond" (1976)
    R$ 59; 416 págs.

    "De Anchieta a Euclides" (1977)
    R$ 49,90; 400 págs.

    "O Liberalismo" (1991)
    R$ 39,90; 384 págs.

    MARCO RODRIGO ALMEIDA, 31, é jornalista da Folha.

    ZÉ OTÁVIO, 31, é ilustrador e expõe na Plus Galeria, em Goiânia, até 8/10.

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