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    Após fracasso em fusão, Abilio Diniz diz avaliar seus erros

    DE SÃO PAULO

    22/07/2011 21h07

    O empresário Abilio Diniz afirmou que, após o fracasso na tentativa de fusão entre Pão de Açúcar e Carrefour, está fazendo uma avaliação de tudo, inclusive dos seus erros. As declarações foram publicadas nesta sexta-feira em seu blog.

    "Costumo ensinar para meus alunos do curso de liderança na FGV, que se tiverem que cometer erros, que sejam só erros novos". Segundo ele, "os erros cometidos por outras pessoas não me dão o direito de cometer os meus".

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    O empresário afirma que pediu que fosse feita uma pesquisa nas redes sociais sobre o negócio. "A repercussão na rede foi negativa para a operação, mas gostaria de agradecer a todos que postaram comentários, críticas e também elogios e palavras de estímulo".

    Diniz volta a dizer que não descumpriu acordo com o seu sócio francês, o Casino --a empresa se posicionou contrária à operação.

    "Aprendi com meu pai que a palavra era tão importante quanto a assinatura e que tinha de ser honrada. Como fiz em outras ocasiões, busquei oportunidades de crescimento para a companhia e com uma proposta concreta em mãos queria discutir com Jean-Charles [Naouri, presidente do Casino]", disse.

    O empresário diz ainda que a parte mais criticada da operação foi o apoio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) ao negócio.

    "Na crítica, fui colocado como alguém buscando favorecimento governamental a custo do povo. Apesar da aparência, a realidade foi bem outra", diz.

    "Não havia qualquer subsídio, não era empréstimo e sim compra de ações rigorosamente a preço de mercado, com perspectiva de ganhos altíssimos para o banco", continua. Segundo ele, mesmo antes da saída do BNDES, o dinheiro necessário para uma substituição já estava sendo recomposto por fundos privados. "Mas nunca conseguimos comunicar isso de forma clara e correta".

    RETIRADA

    O BNDES retirou oficialmente em 12 de julho o apoio pré-aprovado de R$ 4,5 bilhões, inviabilizando a engenharia financeira montada para unir Pão de Açúcar e Carrefour. O banco alegou falta de entendimento dos sócios Casino e Abilio Diniz, que dividem o comando do Pão de Açúcar.

    Em Paris, o conselho do Casino ouviu três consultorias -Santander, Goldman Sachs e Roland Berger- e chegou à conclusão de que não faz sentido comprar o Carrefour brasileiro, que é "caro" e tem problemas gerenciais.

    Diante da dupla rejeição, o BTG Pactual -que se juntou a Abilio e assumiu a proposição do negócio- preferiu retirar "temporariamente" o assunto de discussão.

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