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    Defasagem do poder de compra do Brasil em relação aos EUA é maior do que em 1980

    DE SÃO PAULO

    26/12/2012 06h00

    A economia do Brasil cresceu em média 4,2% nos últimos cinco anos, número sete vezes maior do que a expansão econômica de 0,5% nos Estados Unidos.

    Apesar disso, a defasagem dos brasileiros em relação aos americanos é maior que no início da década de 80, em termos de paridade do poder de compra --a ppc (ou purchasing power parity, em inglês) é uma medida que os economistas preferem usar em comparações internacionais, por levar em conta os preços de cada país.

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    Seu cálculo é complexo e reflete, por exemplo, a diferença nos preços dos serviços (normalmente mais baratos em países de renda baixa).

    A renda per capita brasileira, quando avaliada a paridade de compra, deverá atingir US$ 12.000 em 2012, segundo a Economist Intelligence Unit. Esse número representará uma fatia de 24% da renda americana (também em ppc), contra 31% em 1980.

    Apesar de avanços em anos recentes, a trajetória do PIB per capita brasileiro em ppc, em relação ao dos Estados Unidos, indica que a renda no país ainda está longe de atingir o nível de países desenvolvidos.

    Esse processo de aproximação é chamado de convergência econômica.

    "O Brasil já é um país de renda média expressiva. Mas precisa aumentar sua capacidade de crescimento para atingir nível mais próximo ao de países desenvolvidos", diz Carlos Geraldo Langoni, diretor do Centro de Economia Mundial da FGV.

    Segundo Langoni, que é ex-presidente do Banco Central, a tendência de queda no crescimento da população brasileira contribuirá para uma expansão mais forte da renda per capita.

    Mas, segundo ele, para que progressos mais expressivos sejam alcançados é necessário que o país consiga crescer entre 5% e 5,5% de forma sustentada.

    "Hoje, nossa capacidade de crescimento sustentado está entre 3% e 3,5%".

    De acordo com economistas, para elevar sua capacidade de expansão, o país precisa passar por um processo mais rápido de melhoras em áreas como infraestrutura e educação, que permitam aumento da produtividade do país, além da redução da burocracia.

    (ÉRICA FRAGA)

    Editoria de Arte/Folhapress

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