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    Rússia suspeita de estimulante em carne suína da BRF, diz agência

    DA REUTERS

    09/06/2014 12h53

    O órgão de vigilância sanitária da Rússia Rosselkhoznadzor suspeita que o Brasil está ofertando carne suína produzida com o uso do estimulante de crescimento ractopamina, informou a agência de notícias Interfax nesta segunda-feira (9).

    "Suspeitamos que o Brasil mais uma vez começou a enviar carne suína com ractopamina. As primeiras amostras deram resultados positivos e nós as enviamos agora para novos testes", disse o diretor do Rosselkhoznadzor, Sergei Dankvert, à Interfax.

    Segundo ele, dois abatedouros da BRF são suspeitos de infringir os padrões veterinários russos.

    O órgão estatal já havia decidido restringir importações da unidade 1001, em Rio Verde (GO), a partir de 18 de junho devido à descoberta de e-coli, disse Dankvert à Interfax.

    O Rosselkhoznadzor já havia proibido as importações do Brasil devido ao uso de ractopamina.

    No entanto, o bloqueio foi retirado após exportadores brasileiros adaptarem-se aos padrões russos. "Mas se o envio aumentar, nós começaremos a suspeitar que isso pode significar um atendimento inadequado das regras", disse Dankvert. "Parece que já aconteceu", acrescentou.

    Se a presença de ractopamina for confirmada, "as restrições às importações podem ser de grande escala, até proibir a originação em determinado Estado", disse Dankvert à agência de notícias russa.

    OUTRO LADO

    A BRF disse que não foi notificada oficialmente sobre nenhum resultado de testes realizados pelas autoridades russas para uso da substância ractopamina.

    "A empresa afirma que as duas unidades produtivas mencionadas na matéria (SIF 2681, em Uberlândia, e SIF 1001, em Rio Verde) atendem a todos os requisitos para exportação de carne suína para a Rússia e garante que não há uso da substância ractopamina na criação de animais abatidos nestas plantas", disse a empresa em resposta por e-mail.

    A BRF ressaltou que é possível comprovar que a companhia não usa ractopamina nestas unidades por meio dos sistemas de rastreabilidade e garantia de qualidade da própria empresa, que inclui testes realizados para controle interno.

    "Além disso, o certificado sanitário que acompanha as cargas para este destino, acordado entre as autoridades sanitárias do Brasil e da Rússia, atesta o atendimento às normas russas na produção da carne em questão", acrescentou.

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