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    Aplicativos e sites oferecem da troca de objetos ao aluguel de vestidos usados

    THAIS FASCINA
    DE SÃO PAULO

    11/05/2015 02h00

    A dentista Gabriela Marçal levou as seis madrinhas de seu casamento para alugar vestidos em uma loja colaborativa, a Armário Compartilhado. Funciona assim: alguém compra um vestido de festa e, depois de usá-lo, coloca à disposição para aluguel, com preço mais em conta que em lojas tradicionais.

    As madrinhas de Gabriela pagaram, em média, R$ 380 por vestido, cerca de metade do que despenderiam se alugassem em lojas comuns, segundo pesquisa da Folha em seis estabelecimentos da cidade de São Paulo.

    Mais presente no dia a dia de consumidores, a chamada economia colaborativa é uma forma de reduzir despesas: com festas e eventos, deslocamento (há caronas que podem ser compartilhadas), utensílios da casa (ferramentas e móveis, por exemplo) e até para ganhar conhecimento (um professor de inglês troca aulas do idioma pelo ensino de dança, por exemplo).

    Esses compartilhamentos são encontrados via internet, em sites ou aplicativos para essa finalidade. Pode haver ou não um espaço físico, como uma loja, para intermediar os produtos ou serviços.

    Para dar uma ideia da economia que essa iniciativa pode gerar, a Folha fez dois orçamentos para uma festa de casamento para 200 convidados na zona sul de São Paulo em um sábado à noite em novembro: um tradicional, usando preços médios, e outro utilizando itens encontrados em aplicativos e sites colaborativos ou de compras compartilhadas e lojas mais baratas.

    A diferença do gasto total foi de 24,3% –de R$ 90,4 mil para R$ 68,4 mil (veja quadro nesta página).

    "A economia colaborativa nasce da percepção de que o consumidor precisa de um serviço ou uma solução, e não da posse de um bem", diz Adolfo Menezes, do instituto Economia Criativa.

    "Estamos passando de uma época de individualidade para a interdependência", afirma a estudante de comunicação Camila Carvalho, criadora do site Tem Açúcar?, que permite trocas de itens diversos entre vizinhos: escada, desentupidor de pia, vaga de bicicleta e até uma sala emprestada para aulas de saxofone. O serviço não é cobrado.

    Em menos de um ano de funcionamento, a página tem mais de 30 mil usuários em todos os Estados do país.

    Editoria de Arte/Folhapress

    BRECHÓ ON-LINE

    A economia colaborativa também é uma oportunidade de ganhar dinheiro.

    O aplicativo ezPark permite que uma pessoa em qualquer local do país coloque sua vaga da garagem para alugar pagando uma comissão de 10% a 30% do valor.

    O pagamento é por hora e o dono escolhe para quem alugar e por qual período. O motorista economiza no bolso –o valor é até 30% menor que em um estacionamento comum– e no tempo em busca de uma vaga.

    Para roupas, além da loja Armário Compartilhado para vestidos de festa, há também sites e aplicativos com brechós on-line. No Enjoei.com, por exemplo, você se cadastra, fotografa suas roupas e coloca à disposição do público. Caso sua roupa seja vendida, você paga 20% de comissão e R$ 2,15 da taxa de anúncio.

    AMIGO DE ALUGUEL

    Bens materiais não são as únicas possibilidades.

    Por meio do aplicativo Rent a Local Friend, pode-se ganhar dinheiro sendo uma espécie de cicerone para turistas que visitam sua cidade.

    O anfitrião fixa o preço e fica com 70% do valor, sendo 30% a comissão do site.

    *

    APLICATIVOS E SITES

    Armário Compartilhado
    Aluguel de vestidos de festa
    Site: armariocompartilhado.com.br
    Loja física: rua Araripe, 245, Floresta, Belo Horizonte
    Custo: loja cobra 35% de comissão do valor do aluguel

    Tem Açúcar?
    Troca de objetos e ajuda entre vizinhos
    Site: temacucar.com
    Custo: nenhum

    ezPark
    Aluguel de vagas de garagem particulares
    Aplicativo e site: ezpark.me
    Custo: comissão de 10% a 30% do valor para o site

    Enjoei.com
    Venda de roupas usadas
    Aplicativo e site: enjoei.com.br
    Custo: pagamento de 20% de comissão para o site e R$ 2,15 da taxa de anúncio

    Airbnb
    Aluguel de quartos, casas e apartamentos para viagens
    Aplicativo e site: www.airbnb.com.br
    Custo: site cobra 3% de comissão do valor fechado entre as pessoas

    Rent a Local Friend
    Contratar pessoas para serem guias turísticas
    Aplicativo e site: rentalocalfriend.com
    Custo: inscrição anual de US$ 100 para quem quer oferecer o serviço e 30% de comissão do valor pago pelo cliente

    PetHub
    Hospedagem para pets enquanto os donos viajam
    Site: pethub.com.br
    Custo: taxa de 25% do total cobrado ao site

    GoWalk
    Contratar "passeadores" para seu cachorro
    Site: gowalk.com.br
    Custo: Comissão de 30% da transação

    Folhainvest

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