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    Telefónica quer que cliente cobre de Google e Facebook por uso de dado

    DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

    06/09/2016 02h00

    Andrea Comas - 27.abr.2014/Reuters
    Spain's Telefonica Chairman Cesar Alierta (R) and Chief Operating Officer Jose Maria Alvarez-Pallete pose for photographers before a news conference at their headquarters in Madrid, Spain in this February 27, 2014 file picture. REUTERS/Andrea Comas/Files ORG XMIT: ACO02
    José María Álvarez-Pallete (à esq.), presidente da Telefónica, ao lado de seu antecessor, César Alierta

    A espanhola Telefónica, a sexta maior operadora de telefonia do mundo, promete criar um aplicativo que vai dar poderes para o usuário ter a chance de cobrar de empresas como Google, Facebook e WhatsApp pelo uso de suas informações pessoais.

    O projeto apresentado pela companhia prevê que o cliente da Telefónica vai saber toda a informação pessoal que é compartilhada pela internet com as empresas de tecnologia.

    Ciente dessa informação, diz a empresa espanhola, o usuário pode escolher caminhos como encerrar o compartilhamento desses dados ou até exigir dinheiro em troca deles.

    A Telefónica promete colocar o aplicativo em prática a partir do ano que vem.

    "A única coisa que afirmamos é que vamos colocar na mão dos usuários o valor da sua vida digital, para que eles possam decidir o que fazer", disse José María Álvarez-Pallete, que assumiu a presidência da companhia em abril deste ano.

    Segundo o executivo, um modelo de cobrança poderia ser, por exemplo, com o Uber: o usuário receberia algum tipo de desconto em troca de ceder dados de localização.

    A companhia espanhola afirma que não haverá cobrança pelo seu novo serviço —a única vantagem, de acordo com ela, será o aumento da fidelização dos usuários.

    No entanto, é importante lembrar que as operadoras de telefonia têm um longo embate com as empresas que oferecem os serviços chamados de OTT ("Over the Top Content", jargão para empresas de tecnologia de serviços de áudio e vídeo pela internet).

    Serviços como o Netflix e o YouTube usam as redes das teles, que têm de bancar o custo da infraestrutura para que o consumidor tenha acesso a um serviço de boa qualidade —as operadoras gostariam de ser recompensadas por essas empresas.

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