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| 'Odeio pretos', escreveu anfitrião ao vetar cliente do Airbnb |
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Mercado
Wednesday, 02-Nov-2022 14:51:40 -03Airbnb adota regras para combater racismo de anfitriões
KATIE BENNER
DO "NEW YORK TIMES", EM SAN FRANCISCO08/09/2016 12h37
O Airbnb introduziu diversas mudanças nesta quinta-feira (8) para combater a discriminação em suas normas de locação de curto prazo, depois de enfrentar meses de críticas por seus anfitriões poderem facilmente rejeitar potenciais hóspedes com base em sua raça, religião, sexo, etnia, idade ou deficiência física.
Em um relatório de 32 páginas, o Airbnb, sediado em San Francisco, anunciou que introduziria uma nova política de combate à discriminação que iria além do disposto por diversas leis antidiscriminação, e que solicitaria que todos os usuários aceitassem um "compromisso de comunidade" a partir de 1º de novembro.
O compromisso solicita que as pessoas trabalhem com outros usuários do serviço, "independentemente de raça, religião, origem nacional, deficiência física, sexo, identidade de gênero, orientação sexual ou idade".
Além disso, a empresa planeja experimentar uma redução no destaque dado às foto de usuários, que ajudam a sinalizar raça e sexo. O Airbnb também anunciou que aceleraria o uso de reservas instantâneas, que permitem que hóspedes reservem acomodações imediatamente, sem aprovação prévia do anfitrião.
As ações representam a resposta do Airbnb a questões sobre discriminação que ameaçam prejudicar o crescimento da companhia. Em dezembro, pesquisadores da Universidade Harvard divulgaram um estudo que concluía que era mais difícil para hóspedes cujos nomes soassem negros reservar acomodações usando o site. Diversos usuários do Airbnb este ano revelaram na mídia social histórias sobre terem reservas recusadas em razão de sua raça.
Em maio, Gregory Selden, negro, abriu um processo judicial contra a empresa por discriminação, afirmando que havia tido uma reserva negada por causa de sua raça e solicitando que o caso fosse classificado como ação coletiva.
Laura Murphy, antiga diretora do escritório legislativo da União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU), uma organização de defesa dos direitos civis, em Washington, foi contratada pelo Airbnb para compilar o relatório, e disse que o presidente-executivo da companhia, Brian Chesky, havia admitido que ela foi lenta em combater a discriminação.
"Houve muitos exemplos inaceitáveis de pessoas que sofreram discriminação na plataforma Airbnb por causa de quem são ou da aparência que têm", escreveu Murphy no relatório.
O Airbnb também montou uma equipe permanente de engenheiros com o propósito de eliminar distorções na maneira pela qual a empresa funciona. O Airbnb agora encaminha queixas de discriminação a uma equipe de especialistas treinados. Além de Murphy, a empresa contratou assessores como o antigo secretário de Justiça norte-americano Eric Holder e o advogado de direitos civis John Relman, de Washington.
Fundado em agosto de 2008, o Airbnb já providenciou acomodações a mais de 60 milhões de hóspedes, em 34 cidades e 191 países. A empresa de capital fechado foi avaliada em US$ 25 bilhões e sua expansão se baseia em parte na ideia de que ela seja uma empresa mundial, oferecendo acomodações a ampla gama de usuários quando esses viajam.
"Embora o Airbnb não tenha aceitado todas as recomendações que fizemos, eles as consideraram cuidadosamente, e esse relatório é prova", disse Wade Henderson, presidente da Conferência de Lideranças de Direitos Civis e Humanos, que assessorou na preparação do relatório.
O relatório, disse ele, "é um importante primeiro passo que mostra abertura quanto a considerar soluções de longo alcance para reduzir a discriminação na plataforma do Airbnb".
Tradução de PAULO MIGLIACCI
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