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    Irã construirá nova usina nuclear na cidade de Bushehr

    DA EFE, EM TEERÃ

    27/05/2012 13h40

    O Irã planeja construir uma segunda usina nuclear de mil megawatts (MW) na cidade de Bushehr, no sul do país, junto com a primeira usina atômica iraniana, segundo declarou o diretor da Organização de Energia Atômica do Irã, Fereydun Absi.

    Segundo Absi, a atual planta de Bushehr, também com uma potência máxima de mil megawatts e que começou a funcionar em setembro do ano passado, "ainda não começou a produção de eletricidade" para a rede de abastecimento.

    Absi acrescentou que dentro de três meses a central alcançará "a estabilidade" e, até o final de 2012, "o contratista russo do projeto vai entregar a planta de Bushehr em pleno rendimento".

    Segundo o funcionário, o Irã poderia fabricar seu próprio combustível nuclear para Bushehr, mas, "de acordo com o contrato bilateral, os russos colaborarão conosco durante os próximos dez anos".

    A companhia construtora da atual central de Bushehr, a russa AtomStroyExport, anunciou no último dia 3 de maio em comunicado que a usina estaria em pleno funcionamento no dia 23 de maio, mas posteriormente as autoridades iranianas disseram que isso não aconteceria pelo menos até setembro deste ano.

    O Irã começou a construir a usina nuclear de Bushehr na década de 1970 com ajuda alemã, mas o projeto foi interrompido pelo triunfo da Revolução Islâmica, que em 1979 depôs o último xá da Pérsia, Mohammed Reza Pahlevi.

    A AtomStroyExport retomou a construção após assinar um contrato com o Irã em fevereiro de 1998, mas desde então o projeto sofreu numerosos atrasos devido às suspeitas de alguns países, com os Estados Unidos à frente, da existência de um programa nuclear militar iraniano.

    O Irã também anunciou no último dia 24 de março que pode projetar e construir reatores nucleares do tipo piscina sob supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

    O próprio Absi disse então que esses reatores seriam similares ao de pesquisa de Teerã, que tem uma capacidade de cinco megawatts, e acrescentou: "Pensamos em construir um similar de dez megawatts".

    O reator de Teerã, segundo as autoridades iranianas, já funciona com placas de urânio enriquecido a 20% fabricadas na feitoria iraniana de Isfahan, no centro do país, e é utilizado para produzir isótopos radioativos de uso médico, dedicados ao tratamento de 800 mil pacientes de câncer.

    Absi apontou que o maior problema técnico enfrentado pelo Irã em matéria nuclear era "a produção de placas de combustível nuclear".

    Porém, "com nossos centros (de enriquecimento de urânio e elaboração de combustível), já podemos fazer isso", concluiu.

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