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    Manifestações na Ucrânia são tentativa de abalar governo, diz Putin

    DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

    02/12/2013 15h35

    O presidente russo, Vladimir Putin, disse nesta segunda-feira que os protestos na Ucrânia foram uma tentativa de abalar os governantes legítimos do país.

    Os ucranianos protestam contra a decisão do presidente Viktor Yanukovich de recusar um acordo para entrar na União Europeia. Ao mesmo tempo, país se aproximou da Rússia.

    "Isso me lembra mais um pogrom do que uma revolução", disse Putin a jornalistas em uma visita a Armênia.

    Yanukovich confirmou nesta segunda-feira que fará uma visita de Estado à China na terça-feira (3). A viagem deve durar quatro dias.

    Cerca de 350 mil pessoas participaram das manifestações na capital Kiev no fim de semana e houve confrontos com a polícia.

    Zurab Dzhavakhadze/Xinhua
    Manifestação em Kiev no dia 1° de dezembro contra a decisão do governo de não assinar acordo com a União Europeia
    Manifestação em Kiev no dia 1° de dezembro contra a decisão do governo de não assinar acordo com a União Europeia

    Manifestantes ucranianos bloquearam o principal prédio do governo nesta segunda-feira, tentando derrubar Yanukovich com uma greve geral.

    "Isso não é uma revolução, mas um protesto muito bem preparado que, na minha opinião, não estava preparado para hoje, mas... para a campanha eleitoral presidencial (da Ucrânia) em março de 2015", disse Putin.

    "Esta é uma tentativa de abalar os atuais e --quero enfatizar-- legítimas autoridades no país", disse ele.

    Putin disse que ao que tudo indica os manifestantes eram "grupos militantes muito bem preparados e treinados", dando a entender que atores externos tinham sido envolvidos no treinamento dos manifestantes, a mesma acusação que ele fez contra os participantes da "Revolução Laranja" da Ucrânia que anulou uma eleição fraudada há nove anos.

    O primeiro ministro da Ucrânia, Mykola Azarov, afirmou que as manifestações parecem um golpe de Estado e acusou a oposição de utilizar métodos ilegais.

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