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    Casa Branca pede calma diante de chegada do ebola aos EUA

    GIULIANA VALLONE
    DE NOVA YORK

    04/10/2014 02h00

    O governo norte-americano tentou acalmar os ânimos da população após a divulgação de falhas no primeiro diagnóstico de ebola nos EUA e de uma nova suspeita de contaminação no país.

    "Todas as epidemias de ebola nos últimos 40 anos foram contidas. Sabemos fazer isso e faremos novamente", disse a assessora de Segurança Nacional da Casa Branca, Lisa Monaco.

    Nesta sexta-feira (3), o hospital da Universidade de Howard, em Washington, internou um paciente que apresentava sintomas da doença. Ele voltou recentemente de uma viagem à Nigéria e seu quadro é estável.

    O caso de Washington não é único. O CDC (Centro de Prevenção e Controle de Doenças) já avaliou cerca de cem casos em que havia a preocupação da contaminação pelo vírus, em 33 Estados.

    Destes, 15 precisaram fazer um exame de sangue e apenas um, Thomas E. Duncan, o liberiano de 42 anos diagnosticado no Texas, teve a doença confirmada, disse a médica Beth Bell, do CDC.

    Em meio à insistência do governo em dizer que os hospitais estão preparados para receber pacientes infectados pelo ebola, a agência Reuters publicou reportagem com enfermeiros que dizem não terem sido treinados nem preparados para a tarefa.

    "O caso do Texas é o exemplo perfeito. Não só não estavam preparados como ainda houve falhas de diagnóstico e de comunicação", afirmou Micker Samios, do departamento de emergência do Medstar, o maior hospital de Washington.

    Nesta sexta, o CDC concluiu a descontaminação do apartamento de Duncan, coletando pertences usados por ele antes da internação.

    Cerca de 50 pessoas estão sendo monitoradas por terem tido algum tipo de exposição a Duncan. Destas, dez têm alto risco de contaminação e foram isoladas nesta sexta, incluindo quatro familiares de Duncan.

    Elas são visitadas por agentes de saúde e terão sua temperatura medida duas vezes ao dia durante 21 dias (tempo de incubação do vírus).

    Em entrevista à rede de TV ABC, um sobrinho de Duncan disse que o estado do paciente piorou e ele já não consegue mais falar ao telefone com seus familiares.

    AJUDA

    O Pentágono divulgou nesta sexta que pode enviar quase 4.000 soldados para a África Ocidental como parte dos esforços para conter o ebola. O número é maior do que os 3.000 previstos inicialmente.

    A estimativa da OMS (Organização Mundial de Saúde) é de que o vírus já deixou 3.439 mortos.

    O governo da Libéria anunciou que jornalistas trabalhando no país precisarão de permissão oficial para acompanhar os casos de ebola.

    As novas regras foram anunciadas após o cinegrafista freelancer Ashoka Mukpo, que trabalhava pela NBC News no país, ter sido diagnosticado com o vírus. Mukpo deve chegar aos EUA na segunda para ser submetido a tratamento.

    Nesta sexta, um médico ugandense contaminado com o ebola em Serra Leoa chegou a Frankfurt para ser tratado.

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