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    Apesar das polêmicas, Trump avança em pesquisa e se aproxima de Hillary

    DA REUTERS

    21/10/2016 22h28 - Atualizado às 22h53

    Donald Trump ganhou terreno entre os eleitores norte-americanos nesta semana, diminuindo a vantagem que tem a democrata Hillary Clinton quase pela metade, de acordo com pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta sexta (21).

    A vantagem foi conquistada apesar de uma série de mulheres terem acusado o republicano de avanços sexuais não desejados e do furor das acusações do republicano de que o processo eleitoral nos Estados Unidos é manipulado.

    Mark Ralston/AFP
    Republican presidential nominee Donald Trump speaks as Democratic presidential nominee Hillary Clinton (R) looks on during the final presidential debate at the Thomas & Mack Center on the campus of the University of Las Vegas in Las Vegas, Nevada on October 19, 2016.
    O republicano Donald Trump e a democrata Hillary Clinton no debate desta quarta (19), em Las Vegas

    A pesquisa também mostrou que 63% dos norte-americanos, incluindo um terço dos republicanos, acreditam que o magnata do setor imobiliário tenha cometido agressão sexual no passado, embora o candidato presidencial republicano negue as acusações recentes.

    Para alguns dos que responderam à pesquisa contatados pela Reuters, o que quer que seja que Trump tenha feito com mulheres no passado é menos importante do que ele poderá fazer como presidente.

    Hillary, ex-secretária de Estado, tem 44% das intenções de voto contra 40% de Trump, segundo a sondagem feita entre 14 e 20 de outubro, uma vantagem de 4 pontos, num momento em que a eleição de 8 de novembro se aproxima. Na pesquisa de 7 a 13 de outubro, divulgada na semana passada, Hillary tinha 44% e Trump 37%.

    A pesquisa Reuters/Ipsos foi realizada pela internet, em inglês, em todos os 50 Estados e incluiu 1.640 pessoas que foram consideradas prováveis ​​eleitores, dado seu histórico de votação, status de registro e intenção declarada de votar. O intervalo de credibilidade é de 3 pontos percentuais.

    Na enquete sobre o escândalo envolvendo avanços sexuais indesejados de Trump foram ouvidos 1.915 adultos norte-americanos, incluindo 546 prováveis ​​eleitores republicanos.

    CONFIANÇA NAS PESQUISAS

    Outra pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta sexta avaliou a confiabilidade do sistema eleitoral americano entre democratas e republicanos.

    Somente metade dos republicanos aceitaria a democrata Hillary Clinton como presidente deles. E, se ela ganhar, quase 70% afirmaram que seria por causa de votação ilegal ou manipulada, segundo o levantamento.

    Em contrapartida, sete em cada dez democratas disseram que aceitariam uma vitória de Trump, e menos que 50% atribuiriam tal resultado à votação ilegal ou manipulada, disse a pesquisa.

    A pesquisa mostrou que há uma preocupação geral relacionada à votação, como com eleitores não aptos, supressão de eleitores e a contagem de votos, mas os republicanos mostram essa preocupação de forma mais aguda.

    Por exemplo, quase oito em cada dez republicanos estão preocupados com a precisão da contagem final de votos. Embora eles acreditem que serão capazes de registrar o seu voto, somente seis em cada dez têm confiança de que o seu voto será contado de forma precisa.

    Entre os democratas, cerca de seis em cada dez estão preocupados com a contagem dos votos. Eles também acreditam que conseguirão votar, e oito em cada dez se disseram confiantes de que o seu voto será contado de forma precisa.

    A pesquisa ouviu 1.192 adultos norte-americanos pela internet de 17 a 21 de outubro. Os resultados têm um intervalo de credibilidade de 3,3 pontos percentuais para mais ou para menos. O intervalo de credibilidade para democratas é 5,1 pontos percentuais. Para republicanos, é 5,5 pontos.

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