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    Rússia diz que sanções de Obama têm como objetivo prejudicar Trump

    DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

    29/12/2016 19h39 - Atualizado às 21h39

    A Rússia disse duvidar da efetividade das sanções aplicadas nesta quinta-feira (29) pelos EUA ao país pela suposta interferência na eleição presidencial americana.

    O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que o presidente Vladimir Putin dará "uma resposta apropriada" às punições que, para ele, tem como objetivo prejudicar o governo do presidente eleito Donald Trump.

    "Estes passos deste governo que só tem mais três semanas têm dois objetivos: prejudicar ainda mais os laços entre EUA e Rússia, da mesma forma que dar um golpe nos planos da próxima administração", disse, em entrevista.

    Peskov voltou a negar qualquer interferência do governo russo na votação. Segundo os americanos, os ciberataques e vazamentos de informações que prejudicaram a campanha da democrata Hillary Clinton foram ordenados por Moscou.

    Horas depois, Trump afirmou que é o momento de o país "partir para coisas maiores e melhores", mas anunciou que pretende se reunir com os chefes dos serviços de inteligência para saber mais sobre a suposta interferência.

    Na quarta (28), o republicano havia dito que os americanos "deveriam cuidar das suas vidas" ao ser questionado sobre o mesmo tema. Ele e sua campanha são céticos em relação à influência de Moscou nos ataques cibernéticos.

    SUCESSÃO

    Nas últimas semanas, Trump deu sinais de que pretende melhorar as relações com a Rússia. A expectativa é que, com isso, as sanções poderão ser derrubadas para tentar reatar os laços combalidos.

    Tweet da Embaixada da Rússia no Reino Unido

    Em um canal oficial, a Embaixada da Rússia no Reino Unido publicou uma imagem com a expressão "lame duck" (pato manco), usada nos EUA para se referir aos presidentes em fim de mandato.

    "Obama expulsou 35 diplomatas em um deja vù da Guerra Fria. Como todos, incluindo os americanos, vamos ficar satisfeitos de ver os últimos minutos desta administração infeliz."

    Segundo membros do governo, reverter a decisão seria desaconselhável, pois daria carta branca a Moscou para interferir em outros pleitos, principalmente os europeus.

    O presidente da Câmara, Paul Ryan, ironizou Obama, dizendo que foi "uma forma apropriada de encerrar os oito anos de política fracassada com a Rússia".

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