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    Chefe das Forças Armadas da França renuncia devido a cortes no orçamento

    DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

    19/07/2017 09h46 - Atualizado às 09h55

    Bertrand Guay - 27.jul.2016/AFP
    O ex-comandante das Forças Armadas da França, Pierre de Villiers, em foto de 2016
    O ex-comandante das Forças Armadas da França, Pierre de Villiers, em foto de 2016

    O comandante das Forças Armadas da França, Pierre de Villiers, 60, renunciou nesta quarta-feira (19) após uma disputa com o presidente francês, Emmanuel Macron, sobre cortes no orçamento da Defesa do país.

    Em comunicado, Villiers disse que tentou trabalhar dentro das restrições financeiras, mas que a situação se tornou insustentável.

    "Nas circunstâncias atuais, não me vejo mais capaz de garantir a força de defesa robusta que acredito ser necessária para a proteção da França e dos franceses hoje e amanhã", disse Villiers. Segundo o militar, Macron aceitou sua renúncia.

    A possibilidade da saída do comandante agitava havia dias os círculos militares franceses, depois que Villiers criticou os cortes orçamentários previstos por Macron para 2017.

    Na semana passada, o militar compareceu a uma audiência fechada com parlamentares e protestou contra o corte no orçamento.

    "Não vou deixar me f... assim", disse, de acordo com fontes parlamentares. "Eu posso ser estúpido, mas sei quando estão me fritando".

    Macron, que assumiu a Presidência da França há apenas dois meses, repreendeu o militar.

    "Eu assumi compromissos, eu sou o seu chefe", disse o presidente francês em um discurso para dezenas de oficiais superiores do Exército e suas famílias.

    O governo contempla um corte de 850 milhões de euros no gasto militar deste ano em um contexto geral de reduções para 2017, com uma diminuição prevista de 4,5 bilhões de euros no total do orçamento.

    "Sempre velei, desde a minha nomeação, por manter um modelo de Exército que garanta a coerência entre as ameaças que pesam sobre a França e a Europa, as missões do nosso Exército que não param de aumentar e os meios orçamentários necessários para cumprir com eles", disse De Villiers, que ocupou o cargo por três anos e meio.

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