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    o impeachment

    Em recado ao Congresso, Dilma diz que programas sociais não terão cortes

    GUSTAVO URIBE
    DE BRASÍLIA

    29/10/2015 12h08

    Pedro Ladeira/Folhapress
    Paranoa, DF, Brasil, 29/10/2015: Dilma Rousseff ao lado do gov. do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg durante cerimonia de entrega de casas do minha Casa minha vida no Paranoa, cidade proxima a Brasília. Momentos antes da cerimonia ela visitou um dos apartamentos. Foto: Pedro Ladeira/Folhapress
    Dilma entrega de casas populares em Brasília ao lado do governador do DF, Rodrigo Rollemberg (PSB)

    Em um recado ao Congresso Nacional, a presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feira (29) que o governo federal não pretende fazer cortes orçamentários para o ano que vem em iniciativas como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida, consideradas vitrines eleitorais da administração petista à frente do Palácio do Planalto.

    O relator da proposta na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP-PR), tem defendido reduções em programas sociais como forma de fechar a proposta orçamentária do ano que vem sem deficit público. Ele sugeriu, por exemplo, corte de R$ 10 bilhões na previsão de despesas do Bolsa Família, o que representa 35% do total de R$ 28,8 bilhões.

    Para evitar que os programas sociais sejam afetados, o Palácio do Planalto deu início a uma ofensiva ao relator da proposta para que os cortes sejam tratados "de maneira mais refletida", já que são "muito polêmicos". A intenção do governo federal é intensificar nas próximas semanas a ofensiva sobre o deputado federal.

    "O esforço que estamos fazendo é para melhorar nossas finanças, mas o programa Minha Casa, Minha Vida não para, é importante para a família brasileira. O governo federal não pode também parar ou diminuir o Bolsa Família. Há muita conversa que não é séria e há muito boato. O Bolsa Família não será interrompido e o Minha Casa, Minha Vida não será interrompido", afirmou.

    A presidente reconheceu que o país enfrenta uma crise econômica e que são necessários cortes em despesas para equilibrar as contas públicas, mas defendeu que é possível garantir que os dois programas sociais não sejam atingidos pelo ajuste fiscal.

    Ela deu como exemplos de custos que foram cortados a redução de ministérios e secretarias, do número de cargos comissionados e dos salários de ministros, do vice-presidente e da própria presidente.

    "A gente aperta o cinto e garante aqueles programas que são fundamentais para a vida da população para esse país. O Minha Casa, Minha Vida garante emprego na construção civil e, por isso, ele é muito importante. Ele garante emprego e a casa própria", ressaltou.

    A petista participou nesta quinta-feira (29) de evento no Distrito Federal para a entrega de 2.692 moradias populares do Minha Casa, Minha Vida para cidades como Bragança Paulista (SP), Sorocaba (SP), Hortolândia (SP), Nova Odessa (SP) e Canoas (RS).

    Na cerimônia, o governo federal anunciou que nas próximas semanas serão assinados os primeiros contratos do Minha Casa, Minha Vida 3. "Nós vamos continuar com esse programa. Quando a família passa por dificuldades, ela dá uma apertada no cinto. Mas ela aperta o cinto e não acaba com o que é mais importante para a família, que é a educação e a moradia", disse.

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