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    Presidente do TSE critica 'omissão' de partidos em teste de urnas eletrônicas

    GABRIEL MASCARENHAS
    DE BRASÍLIA

    10/03/2016 20h37

    Pedro Ladeira - 18.jun.2015//Folhapress
    BRASILIA, DF, BRASIL, 18-06-2015, 10h00: O presidente do TSE Ministro Dias Toffoli durante entrevista exclusiva em seu gabinete. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER) ***ESPECIAL*** ***EXCLUSIVO***
    O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e ministro do STF, José Antonio Dias Toffoli

    Presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o ministro Dias Toffoli criticou os partidos políticos por não enviarem representantes ao Teste Público de Segurança (TPS), experimento promovido pela Corte para identificar eventuais falhas nas urnas eletrônicas.

    Como já ocorreu em 2009 e 2012, o TSE escolheu cinco grupos de especialistas para tentarem invadir o sistema de votação. Os hackers selecionados receberam acesso a informações do programa das urnas e tiveram três dias para tentar violá-las.

    "Mais uma vez, os partidos políticos se omitem em vir. Tirando o PDT, nenhum outro esteve presente. Eu registro isso porque depois (as siglas) reclamam", pontuou o ministro.

    No ano passado, logo após a divulgação do resultado da corrida presidencial, vencida pela presidente Dilma Rousseff, o PSDB, legenda do candidato derrotado, Aécio Neves, entrou com um pedido de auditoria para analisar a infalibilidade do sistema.

    Perguntado sobre o episódio, Toffoli voltou a criticar o desinteresse dos partidos pelo teste.

    "O PSDB não se fez presente aqui ao longo desses 3 dias. Sinal de que eles ficaram satisfeitos com a auditoria que eles fizeram, tão satisfeitos que sequer acompanharam os testes públicos", afirmou o presidente do TSE.
    Após análise, na ocasião, o PSDB concluiu que o sistema eletrônico de votação não permite uma auditoria externa e efetiva.

    O resultado final das investidas contras as máquinas será divulgado na próxima terça-feira pela comissão avaliadora, a quem caberá julgar o nível de êxito de cada "invasor".

    Os participantes tiveram que apresentar previamente ao TSE o que iriam tentar violar na urna. O objetivo do teste é corrigir eventuais fragilidades antes da eleição.

    FALHAS ENCONTRADAS

    Pelo menos dois pontos de vulnerabilidade foram identificados até agora.

    Um deles ocorre quando uma urna quebra e precisa ser substituída. Caso a máquina sobressalente também apresente defeito, surge a brecha para o ataque.

    Os especialistas conseguiram alterar o resultado da votação de urnas reservas, manipulando um código de acesso ao sistema.

    Outra frente descoberta pelos hackers teve como foco as máquinas usadas pelos deficientes visuais.

    Um dos experimentos comprovou ser possível descobrir em qual candidato o eleitor cego votou, por meio do som emitido pela urna.

    De acordo com o TSE, ambos os problemas não ameaçam a eficiência dos sistema eleitoral e já estão sendo corrigidos.

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