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    Bruno Araújo recebeu R$ 600 mil não declarados, afirmam delatores

    DE BRASÍLIA

    11/04/2017 21h26

    Câmara dos Deputados - 17.abr.2016
    Treze momentos marcantes da votação do impeachment - O deputado Bruno Araújo chorou ao dar o voto decisivo
    O deputado licenciado e ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB), alvo de inquérito na Lava Jato

    Atual ministro das Cidades, Bruno Araújo recebeu da Odebrecht R$ 600 mil não declarados, segundo delações de ex-executivos da empreiteira, que afirmaram também que o tucano defendeu interesses da empresa quando era deputado.

    O relator da Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, autorizou no dia 4 de abril que o ministro seja investigado.

    A PGR (Procuradoria-Geral da República) requereu abertura de inquérito para investigar Araújo com base nas delações dos ex-executivos João Antônio Pacífico Ferreira, Benedicto Barbosa da Silva Júnior, Cláudio Melo Filho e Luiz Eduardo da Rocha Soares.

    "Consoante o Ministério Público, um dos colaboradores informa que, diante da influência do parlamentar, decidiu-se manter com ele boa relação, sendo realizados vários repasses financeiros nos anos de 2010 e 2012, como doação eleitoral, no valor total de R$ 600 mil, soma não contabilizada e paga pelo setor de operações estruturadas" da Odebrecht, o "departamento de propinas" da empreiteira.

    A PGR diz ainda que os delatores informaram que "quando no exercício do cargo de deputado federal, agiu o parlamentar em defesa dos interesses da empresa no Congresso Nacional".

    A Procuradoria afirma haver indícios da prática de crimes de corrupção passiva e passiva e lavagem de dinheiro.

    A abertura dos inquéritos não implica culpa dos investigados. A partir da decisão, os investigadores e os advogados apresentam provas para determinar se há indício de autoria do crime ou não.

    Depois disso, o Ministério Público decide se apresenta uma denúncia ou pede o arquivamento do inquérito. Se a denúncia for apresentada e aceita pelo Supremo, o investigado se torna réu e passa a ser julgado pelo tribunal.

    LISTA DE JANOT 2 - Quantidade de filiados, por partido, com investigação autorizada pelo STF

    OUTRO LADO

    "De acordo com a legislação eleitoral, solicitei doações para diversas empresas, inclusive a Odebrecht, como já foi anteriormente noticiado. O sistema democrático vigente estabelecia a participação de instituições privadas por meio de doações. Mantive uma relação institucional com todas essas empresas. Em todo o meu mandato, sempre atuei em prol de interesses coletivos. Atuei de acordo com a minha consciência", disse Bruno Araújo em nota.

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