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    Doria diz que tentar impedir suas viagens é 'ditadura' e 'totalitarismo'

    LUCAS REZENDE
    COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM VITÓRIA E VILA VELHA (ES)

    23/08/2017 20h17 - Atualizado às 22h52

    Divulgação
    Hartung, governador, Doria e Erick Musso, presidente da Assembleia Legislativa do ES
    O governador Paulo Hartung, o presidente da Assembleia, Erick Musso, e Doria em Vitoria

    "No dia que alguém for impedido pelo Ministério Público ou pelo desejo de petistas de viajar por seu próprio país, teremos instalada a ditadura e o totalitarismo".

    Assim o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), rebateu a representação feita nesta terça (22) pelo diretório municipal do PT-SP junto ao Ministério Público Estadual.

    Na representação, o PT acusa o prefeito de improbidade administrativa por conta de suas viagens pelo Brasil. Segundo o partido, seriam para fins eleitorais, em desacordo com o interesse público da função de prefeito.

    Dória falou à Folha nesta quarta (23) durante mais uma de suas viagens. O prefeito esteve no Espírito Santo, onde foi recebido com protestos por cerca de 20 manifestantes, gritos de "fascista", bate-boca e confusão na frente da Câmara de Vereadores de Vila Velha (7 km da capital Vitória), onde recebeu o título de cidadão local. Para evitar o encontro com os opositores, o prefeito entrou pelos fundos do prédio.

    "O PT e o Lula produziram essa intolerância, onde as pessoas acham que a verdade é só a do Lula. Quantos bandidos já nasceram nessa cidade (de Vila Velha) e nem só por isso foram homenageados. Por que alguém que nunca esteve não pode receber homenagens?", rebateu enquanto militantes das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo protestavam do lado de fora da Câmara.

    CONTRA-ATAQUE

    Agora, enquanto aguarda o Ministério Público Estadual receber parecer da assessoria técnica da Procuradoria-Geral de Justiça para análise da acusação do PT, João Doria segue para o contra-ataque.

    "Uma acusação destas, vindo do PT, é bizarra, para não dizer ridícula. É o partido que promoveu a maior falcatrua com dinheiro público na história do país. Viajo com o meu avião e uso o meu dinheiro na condição de prefeito da maior cidade brasileira e como vice-presidente da Frente Nacional de Prefeitos", justificou.

    Batendo na tecla de que suas viagens -em sete meses, Doria saiu de São Paulo três vezes mais que seu antecessor, Fernando Haddad (PT)- não possuem cunho eleitoreiro e aura de pré-corrida presidencial, o prefeito avaliou como "ótima" a postagem no Twitter do governador Geraldo Alckmin, na manhã de hoje, de que quer ser candidato à Presidência.

    "Ele tem todo o direito de pleitear e trabalhar por isso. Eu, no entanto, não estou em pré-campanha e não me apresento como pré-candidato, falou.

    Doria, que movimentou 11 viaturas policiais e 32 homens fazendo a segurança da Câmara de Vereadores de Vila Velha durante o protesto, saiu carregando chocolates, uma panela de barro e acusando: "O que fazem é uma agressão covarde e não há rojões ou ovadas que vão me calar".

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