• Equilíbrio e Saúde

    Sunday, 19-Nov-2017 14:02:04 BRST

    DW

    Tatuagens que mudam de cor para controlar o diabetes

    DA DEUTSCHE WELLE

    13/06/2017 12h26

    E.Wodicka/Colourbox
    Tatuagens podem acabar com processo diário de picar a ponta dos dedos para monitorar a glicemia
    Tatuagens podem acabar com processo diário de picar a ponta dos dedos para monitorar a glicemia

    Num futuro não muito distante, símbolos, desenhos, pode ser que palavras e frases não sejam mais tatuados no corpo apenas por estética. Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e de Harvard desenvolveram uma tatuagem biossensorial.

    Feito com uma tinta especial, o desenho permanente promete atuar como uma espécie de aparelho portátil para pessoas com diabetes, mudando de cor em tempo real para alertar sobre o nível de glicose no sangue.

    A tinta tecnológica, batizada pelos cientistas de Dermal Abyss, contém componentes químicos que avisam que algo está fora de equilíbrio toda vez que a tatuagem mudar de cor –não apenas o nível de glicose, mas também de sódio e pH. Em nota, o MIT explica que as "tatuagens inteligentes" são úteis para detectar diabetes, desidratação ou aumento do nível de pH no sangue.

    No caso de pessoas com diabetes tipo 1 e 2, doença que pode surgir em qualquer idade, da infância à fase adulta, o dispositivo transforma a pele numa espécie de display interativo para alertar se a glicemia está muito alta ou baixa.

    É verdade que a nova tecnologia ainda é invasiva, mas, uma vez tatuada, a pessoa não vai ter mais de passar pelo processo diário de picar a ponta dos dedos ou usar um equipamento para monitorar a glicose. E isso para o resto da vida.

    Quando o nível de glicose no sangue aumenta, a tinta muda de azul para marrom, indicando a necessidade de insulina. Um efeito similar acontece com o sensor do pH. Ao medir a alcalinidade do fluido intersticial, solução presente entre as células do corpo, a tinta muda de roxo para rosa. Já o sensor de sódio, iluminado por luz negra, mostra o verde mais vibrante de acordo com a concentração do sal.

    FACILIDADE DE USO E ESTÉTICA

    Até agora, a tinta só foi testada na pele de porcos, a qual é muito similar à do corpo humano. Os pesquisadores afirmam que o procedimento funciona, mas salientam que ainda há muitas incógnitas para realizar o teste em animais vivos, como alergia, precisão e durabilidade.

    "Ainda vai levar um bom tempo até que algo prático chegue ao mercado, mas isso [a tecnologia] invoca a imaginação e abre novas possibilidades", disse o pesquisador do MIT, Xi Liu, citado pela emissora CBS News.

    Apesar do apelo estético de uma tatuagem biossensorial, cientistas dizem que o principal objetivo do projeto é permitir que o monitoramento de dados das condições de saúde de uma pessoa se torne mais simples, seguro e preciso.

    "As pessoas querem entender o que está acontecendo em seus corpos. Nós acreditamos que, no futuro, dispositivos implantados na pele não serão mais mistificados", disse o pesquisador em seu site. "Em vez disso, eles vão convergir para uma maior facilidade de uso, durabilidade e também para propósitos estéticos."

    Fale com a Redação - leitor@grupofolha.com.br

    Problemas no aplicativo? - novasplataformas@grupofolha.com.br

    Publicidade

    Folha de S.Paulo 2017